09/10/2017 08h09 - Atualizado em 09/10/2017 08h09

Dois anos depois, Brasil e Chile fecham as eliminatórias com papéis invertidos

Por: globoesporte
 

Dia 8 de outubro de 2015. Em Santiago, um Chile empolgado pela conquista da Copa América venceu a seleção brasileira na abertura das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018.

Exatamente dois anos depois, praticamente tudo mudou nos rivais desta terça-feira, que se enfrentam na arena do Palmeiras, em São Paulo, às 20h30 (de Brasília), pela última rodada da competição. De treinadores e posição na tabela até a expectativa.

Se os brasileiros já estão com a vaga para o Mundial e a primeira colocação confirmadas com uma tranquila vantagem, os chilenos recuperaram uma posição na zona de classificação somente na última rodada.

Melhores momentos: Chile 2 x 0 Brasil pela 1ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas

A campanha brasileira

O Brasil abriu as Eliminatórias comandado por Dunga. Com o antigo treinador, o time passou a conviver com críticas e não conseguiu embalar no torneio, mesmo com apenas uma derrota em seis jogos. Foram nove pontos conquistados (duas vitórias e três empates) e a sexta posição na tabela de classificação.

Quando Tite assumiu, o rendimento da equipe cresceu, e a Seleção conseguiu resgatar o otimismo torcedor com vitórias expressivas, como as goleadas sobre o Uruguai (fora de casa por 4 a 1) e Argentina (3 a 0 em Belo Horizonte).

Dos 50% de aproveitamento de Dunga, o Brasil saltou para 87,7% com Tite, com direito a uma sequência de nove vitórias consecutivas e dois empates. São dez pontos de vantagem para o vice-líder Uruguai.

A campanha chilena

A trajetória do Chile tem o caminho inverso da brasileira. Com uma geração com representantes nos principais clubes do exterior, Jorge Sampaoli conseguiu montar a base que entrou para história do país ao conquistar a Copa América de 2015.

Mas, por problemas extra-campo, Sampaoli deixou o cargo após cinco rodadas (duas vitórias, um empate e duas derrotas no período) das eliminatórias. Com Juan Antonio Pizzi, a equipe conquistou a Copa América Centenário de 2016, mas viveu de altos e baixos no torneio classificatório.

De sensação do continente a decepção nas rodadas finais, os chilenos viram a Rússia ficar mais distante após derrotas contra Paraguai e Venezuela, nas 15ª e 16ª rodadas. O retorno para a zona de classificação ocorreu somente na última quinta-feira, com a vitória contra o Equador. A vaga para o Mundial será confirmada com três pontos diante do Brasil. Caso contrário, haverá a necessidade de uma combinação de resultados.

As equipes em 2015

O Brasil de Dunga entrou em campo no estádio Nacional com Jefferson; Daniel Alves, Miranda, David Luiz (Marquinhos) e Marcelo; Luiz Gustavo (Lucas Lima), Elias, Oscar, Willian e Douglas Costa; Hulk (Ricardo Oliveira) - Neymar estava suspenso.

Já os chilenos comandados por Sampaoli atuaram com Claudio Bravo; Silva (Mark Gonzalez), Medel e Jara; Beausejour, Isla, Vidal e Díaz (Vilches); Valdivia (Matías Fernandez), Eduardo Vargas e Alexis Sanchez. Os gols da vitória dos donos da casa foram marcados por Vargas e Sanchez.